quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O amor não se vê com os olhos

Esperei por você, não porque você merecia isso. Na verdade, foi preciso. Esperei até o último segundo, cheguei no local combinado e não te encontrei sentado naquele banco. Pois é, poderia mesmo ter confiado em você outra vez? Em suas promessas? Elas nunca se cumpriram. Mas não, acreditei mais uma vez, de novo e de novo. Depositei meu coração em suas mãos pensando que você iria segurá-lo, porém, ele foi esmagado, ferido e destruído por um momento.
A aparência engana. Ela nos faz acreditar em quem mente e aparenta carregar o melhor conteúdo interior. Quando deixamos que a aparência seja a responsável fonte de reconhecimento do valor de um ser humano por dentro, passamos a alimentar expectativas que geram decepções futuras.   
         Porém, existem momentos que apesar dos desencontros, dos caminhos que se divergem ao longo dos nossos passos, reencontramos seres humanos que fazem com que as nossas feridas se cicatrizem, portanto,passamos a entender porque todas outras tentativas falharam, que tudo precisa dar muito errado, para depois dar certo. Dizem que tentar demais cansa, que o ideal seria se todos acertassem de cheio na primeira escolha feita pelo olhar. Na verdade, os olhos falham e nos permite cair em poços escuros de decepção e frustração, por isso, o correto é fechar os olhos da carne e abrir os olhos da alma, é simples alcançar a possibilidade de ver a capa, difícil mesmo é ter a decência para visualizar a essência que muitos ou poucos carregam, contudo, a minoria conhece.
      Meus olhos falharam, com diversas alternativas para escolher, assinalei a opção incorreta, sem saber que isso me jogaria em um poço escuro de saudade e lembranças de um passado mal resolvido e mal aproveitado. Culpo os meus lindos olhos castanhos claros, pelo dilema causado no meu coração, simplesmente por ter feito a escolha errada no momento em que tudo estava fluindo em minha vida. Joguei tudo para o alto, deixei uma das melhores partes de mim fora das minhas decisões, o meu coração, por isso, escolhi errado, escolhi você. Segundo William Shakespeare : “O amor não se vê com os olhos, mas com o coração”. O amor e ódio são sentimentos que passam por nós, mas que talvez não nos pertencem, ou sim. 

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